12 de outubro de 2011

Classificada para a final do ENART 2011




Gostaria de contar que no ano passado eu acompanhei os integrantes do CTG Presilha do Pago na Inter-Regional do ENART em Venâncio Aires -terra da erva mate-.
Corria para cima e para baixo para assistir danças, declamação, intérprete e coral.

Me emocionei muito e fiquei triste porque eu gostaria de estar ao palco defendendo o meu CTG e minha querida Santana do Livramento, mas ainda não tinha idade para participar.

Neste ano para a minha felicidade o regulamento foi alterado, e eu pude me inscrever.
A Inter-Regional foi realizada em Pelotas nos dias 7,8 e 9 de Outubro de 2011.

Quando nos deslocávamos para Pelotas "FECHOU O TEMPO E DE REPENTE VEIO UMA CHUVA TEMPORONA", hahahaha. E assim permaneceu até sábado de manhã;
Antes de subir ao palco sorteei a música "Chuva de Verão" (Juliano Moreno e Edilberto Teixeira) para interpretar, coincidentemente a música tinha tudo a ver com o dia.

Quando comecei a interpretação, chovia muito; E no decorrer da canção, foi acontecendo tal qual a música descrevia:
" E O SOL RETORNA COM ESSA CAMPEIRA OBSERVAÇÃO, A VIDA PASSA DE PRESSA COMO UMA CHUVA DE VERÃO".

Para a minha realização, assim como de quem me acompanhava, fui classificada em 2º lugar para a final do ENART, dentre 28 concorrentes.


Fica meu agradecimento ao Juliano Moreno -compositor da música-, por ter me acompanhado ao violão. Também aos Patrões Rui e Andrea, toda a invernada do CTG, aos pais e familiares e aos amigos que ficaram torcendo por mim.
Agora, rumo a Final do ENART 2011!

ps: fotos? só depois que os componentes da invernada me enviarem.
Mas tenho aqui algumas outras.

(Lista das intérpretes classificadas para a final).

E para quem quiser ler a letra para compreender mais o texto a cima, aí está. Desfrutem! hahaha.


CHUVA DE VERÃO- letra: Edilberto Teixeira; música: Juliano Moreno

Fechou o tempo e de repente
Veio uma chuva temporana
E o vento assoprando quente
Tapou de cinza a cambona

Foram os cerros se tapando
Sumindo como um pala branco
Longe o céu trovejando
E a chuva lavando o campo

A imprevista molhaceira
Com cheiro de coisa morta
Chorou logo nas goteiras
E entrou de baixo da porta

Tapada com chuvisqueiro
A natureza esta rindo
A chuva é como dinheiro
Que lá do céu vai caindo

Pra botar o peito n´ água
O peão se tapa com a xerga
Cuidando as pontas de adagas
De um raio cortando a cerca

Mermando os pingos na calha
O peão adianta o serviço
E apara os maços de palha
Pra negociar no bolicho

Depois que a chuva se abranda
Se transformando em garoa
Espera o sol na varanda
Com chimarrão de erva boa

E o sol retorna com essa
Campeira observação
A vida passa depressa
Como uma chuva de verão